sábado, 12 de abril de 2014

Moçambique vai falhar objectivo de acesso universal à educação

Em prol da educação

Vice-ministro da Educação de Moçambique, Augusto Jone Luis, comenta os esforços do país na reconstrução de seu sistema educacional e aponta os próximos desafios do governo


Mônica Frederico discute:
Ela é Mestre em Desenvolvimento Rural e Investigadora Assistente no Centro de Estudos Africanos, Universidade Eduardo Mondlane (Moçambique). 

Artigo publicado na Revista de Estudos Antiutilitarios e pós-coloniais. v.2, nº2, jul-dez.2012.
ISSN: 2179-7501


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

A VARIAÇÃO E A MUDANÇA LEXICAL DA LÍNGUA PORTUGUESA EM MOÇAMBIQUE

A VARIAÇÃO E A MUDANÇA LEXICAL DA LÍNGUA PORTUGUESA EM MOÇAMBIQUE

Resumo: A língua portuguesa no mundo vem ganhando seu espaço como resultado do desenvolvimento dos meios de comunicação de massa, da tecnologia e de políticas linguísticas. Moçambique é um país multilíngue onde as mais de vinte línguas bantu convivem com línguas europeias e asiáticas. Esta convivência linguística cria neologismos e interferências, fato que concorre para a variação e a mudança em todas áreas: fonético-fonológica, morfológica, sintática, lexical, semântica, pragmática, etc variação linguística que é originada pelas variáveis sociais. Dentro deste cenário propôs-se a presente pesquisa que aborda “A variação e mudança lexical da língua portuguesa em Moçambique”. A pesquisa tem como objetivos estudar e analisar a situação do português de Moçambique sobretudo a nível lexical e explicar os processos da integração na língua. O tema é relevante porque infelizmente, ainda se acha que em Moçambique se fala/escreve português europeu e que a norma-padrão deve ser forçosamente a europeia. A escola é intolerante com relação à variação e não dá nenhum valor ao ensino de português, fato que provoca o insucesso escolar. Para a pesquisa, compôs-se dois tipos de corpora: (a) o corpus oral composto por 36 entrevistas, sendo 16 na cidade de Maputo e 20 na cidade de Nampula, o correspondente a 191 minutos de gravação e (b) os corpora escritos compostos por dois jornais: “Notícias” (154 edições) e “Verdade” (24 edições) correspondente ao período 01/10/2011 a 31/03/2012. Após a transcrição das entrevistas e da organização dos dados dos corpora seguiu-se a fase da codificação para que os dados sejam lidos pelo programa estatístico GoldVarb 2001, programa muito usado em pesquisas da sociolinguística quantitativa. Os resultados fornecidos pelo programa foram analisados e discutidos tendo em conta as variáveis linguísticas: estrangeirismos e empréstimos. Da pesquisa se conclui que os estrangeirismos e os empréstimos no português de Moçambique provêm das línguas bantu, do inglês, do latim e do árabe. Cada província tem suas características linguísticas próprias, fruto da realidade sociolinguística e cultural. O português de Moçambique apresenta vários hibridismos e ex-nihilos fato que comprova que é uma variante que tende a se distanciar do português europeu. Os acrônimos e as siglas vindos do inglês se integram no português como palavras, resultado da frequência de uso. Não foi verificado nenhum caso de acrônimos nem siglas vindos das línguas bantu e do latim. Os falantes não escolarizados tendem a integrar estrangeirismos de luxo e necessários principalmente no norte de Moçambique, pois refletem a realidade cultural. Muitos estrangeirismos provêm da publicidade causados pelo surgimento de novas tecnologias. Muitos estrangeirismos que surgem no português de Moçambique são nomes e vêm completar lacunas ou mesmo para mostrar o prestígio da língua. Muitos estrangeirismos não estão dicionarizados porque Moçambique ainda depende de dicionários portugueses. Por isso que se propõe a criação de um dicionário do português de Moçambique, para que se possa incorporar neologismos (matriz interna ou externa), de modo que os alunos não fiquem “perdidos”. É urgente a criação de uma gramática que reflita a realidade da variante moçambicana para que a escola e a sociedade em geral encarem a variação sem preconceito.

Palavras – chave: Variação. Mudança. Português de Moçambique.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

A problemática da educação em Moçambique

Regresso às aulas: o drama de sempre... mais a guerra- diz o Jornal Verdade

Uma sala de aulas

Muitos problemas enfermam a educação em Moçambique. Neste artigo do Jornal "Verdade" nota-se que os problemas se repetem todos os anos e quem de direito não faz o seu melhor. Só faz o que pode. Mais não disse!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Web-REVISTA SOCIODIALETO





RESUMO: A presente pesquisa é uma reflexão sobre neologismos, empréstimos e estrangeirismos no português escrito em Moçambique, país este que tem características sociolinguísticas bem complexas, devido a diversidade linguística. A pesquisa tem por objetivo identificar e explicar os neologismos em texto literário por forma a sugerir um bom tratamento deste aspecto em sala de aula. O corpus da pesquisa é a obra Terra sonâmbula de Mia Couto. Com o Programa “Léxico-3” identificamos e estudamos a frequência do léxico e concluiu-se que a maioria de estrangeirismos provêm do inglês e das LB. Assinalamos que a criatividade lexical se manifesta por meio de neologismos e empréstimos. Há neologismos que se formaram por justaposição, por aglutinação, por meio de afixos (prefixos e sufixos), por transformação de nomes em verbos, por meio de diminutivos, por reduplicação entre outras formas. Em textos literários, a liberdade pareceu-nos mais ampla chegando a identificar formações inesperadas do tipo “maistravés” e “ninguéns”. Em contato com LB surgem os “moçambicanismos” que são construções específicas a nível lexical, sintático-semântico tipicamente usados em Moçambique e que caracterizam o português escrito e falado atualmente, tanto na literatura como nos meios de comunicação. 
PALAVRAS-CHAVE: Português de Moçambique. Neologismos. Mia Couto.