quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

LINGUÍSTICA FORENSE



Analisando o Discurso Policial na Abordagem de Suspeitos na Via Pública: estudo de caso
A presente pesquisa trata de questões linguístico-discursivas, na abordagem policial de suspeitos na via pública. Chamo a atenção para o uso da linguagem na Justiça e levanto algumas questões referentes às características do discurso utilizadas pelo policial na abordagem dos suspeitos nas vias públicas. Quais são as especificidades do discurso dos policiais, neste tipo de interação? A pesquisa tem por objetivo analisar o impacto do discurso policial na abordagem de suspeitos, discutir sua relevância para o sucesso deste tipo de interação, e demonstrar os impasses que são constitutivos do trabalho do policial, levando em conta as condições de produção desse discurso, e as variáveis sociolinguísticas nele inscritas.  O corpus desta pesquisa foi constituído por nove vídeos de abordagens policiais na Via Pública. Neles, observamos características linguístico-discursivas usadas pelo policial e pelo suspeito para a apuração de uma infração e sua autoria. Desta fase da pesquisa, concluiu-se, que há necessidade de se trazer conceitos da Linguística Forense para os cursos de Formação Policial, de forma que a Academia Militar possa “armar” os policiais com competências linguísticas que os auxiliem na prestação de um trabalho qualitativo e eficaz
Foto: Google.com.br

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Que português se fala em Moçambique? Uma análise sociolinguística da variedade em uso


RESUMO: Moçambique é um país multilíngue onde convivem cerca de vinte línguas bantu, o português, o gujarati, o híndi e o árabe. O português é a língua oficial e é de uso obrigatório na educação e nas instituições públicas. O português cria impasse porque os cidadãos não dominam a norma-padrão europeia. Nenhuma língua viva está isenta de variação. O Português de Moçambique (PM) é uma variedade que resulta de contextos sociolinguísticos e da diversidade cultural. Mas questiona-se como surgiu o PM e quais as suas características? A pesquisa tem por objetivo discutir a situação do PM tendo em conta as variáveis sociais; explicar as características léxico-semânticas e sintáticas. Entrevistando 36 falantes de português como segunda língua, nas cidades de Maputo e
Nampula analisamos quais os neologismos presentes na fala dos moçambicanos. Tendo rodado os dados no GoldVarb 2001 se concluiu que o PM se manifesta de forma mais visível a nível fonético, léxico-semântico. Os estrangeirismos provenientes das línguas bantu são necessários. Conclui-se que o Português é uma língua moçambicana falada como língua materna pela minoria (10.7%) e que tende a crescer devido à educação gratuita, obrigatória e inclusiva incentivada pela política linguística. 


sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Sobre o Acordo Ortográfico

SIMPLICAR A ORTOGRAFIA?


ESTE ARTIGO FOI ESCRITO PELO PROF. DR. SIRIO POSSENTI


DEBATES SOBRE O ACORDO ORTOGRAFICO CONTINUAM.....

Nas últimas semanas um suposto “projeto de lei” criado pelo Senado com a intenção de “simplificar” a Língua Portuguesa repercutiu nas redes sociais e deu o que falar em sites da internet. De acordo com as publicações, entre as mudanças que o projeto previa, estava a abolição de "ç", "ch" e "ss” da ortografia oficial. No entanto, tudo não passa de um mal entendido.
O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://alias.estadao.com.br/noticias/geral,simplificar-a-ortografia,1563181
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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

DIA DA CONSCIÊNCIA BRANCA!



DIA DA CONSCIÊNCIA BRANCA!

Acordei hoje (20 de novembro) bem disposto e animado. O céu está nublado, com nuvens brancas e o som dos pássaros dá forma ao dia. Não imaginava o que estava por vir. Acordei animado porque é feriado e porque vou poder curtir os filhos e “dar uma volta” nas ruas desertas do bairro.
Eis que o filho mais novo, de sete anos vem me dizer o “bom dia” habitual e depois me pergunta:
-Pai hoje não vamos à escola?
-Não filho, hoje é feriado é o dia da consciência negra - respondi pensando que “matei dois numa só cajada”. Afinal estava enganado porque meu filho volta a perguntar:
-Porque o feriado é dia 20?
Aí começo a contar o pouco que sei sobre Zumbi dos Palmares, blá, blá, blá, blá..... Depois desta explicação achei que o papo já tinha se fechado e ainda mais com “chave de ouro”. Mas o pior estava por vir. O menino dá dois passos para atrás como se fosse embora para brincar, mas dá meia volta e me pergunta de novo:
- Quando é que será dia da consciência branca, papai? Aí olhei para “cara dele” e a mãe do menino ficou rindo de longe, esperando da resposta tal como o menino. Fiquei inspirado e transpirei secretamente e tentei ganhar calma para responder o menino:
-Filho, nem devia ser dia da consciência negra. Para mim seria dia da consciência humana porque o problema do preconceito aqui no Brasil não só ocorre com negros, mas também com nordestinos, índios, pobres, imigrantes, etc. Entendeu filho? - O menino olhou para mim desconfiado da minha resposta e perguntou de novo:
-Papai, lá na nossa terra (Moçambique) tem dia da consciência negra?
Poxa, de novo o menino perguntão vai ao fundo- pensei sorrindo.
- Não filho! Não temos dia da consciência negra. Não vale apenas existir dia da consciência branca, negra, amarela ou outra. Precisamos de uma consciência humano onde todas as pessoas se respeitam sem discriminação. Aí, o menino perguntão ficou feliz e foi brincar. Fico a espera da próxima pergunta do menino perguntão!


AAT/2014

sábado, 15 de novembro de 2014

DESAFIOS DO ENSINO DO PORTUGUÊS EM CONTEXTO MULTILÍNGUE EM MOÇAMBIQUE


Foto: Internet

O desenvolvimento de qualquer país está intimamente ligado à formação dos 
recursos humanos. A educação é importante porque fornece profissionais para diferentes áreas da 
vida social. Por sua vez, a qualidade dos quadros formados é fruto do bom trabalho 
desempenhado pelos professores. Daí se levanta a seguinte questão: será que os professores 
moçambicanos estão preparados para lidar com ensino da escrita e com a variedade do português 
de Moçambique? O presente trabalho versa sobre a complexidade da formação dos professores 
moçambicanos, no qual vou apresentar a organização do ensino, analisar os métodos do ensino 
de português e finalmente discutir formas de melhorar a formação dos professores com vista na 
melhoria da qualidade de ensino. Da experiência se conclui que há necessidade de investimento 
na formação qualitativa dos professores bem como dos meios materiais para que o trabalho do 
professor seja cada vez mais eficiente. Há que rever a metodologia do ensino do português 
incluindo o ensino da escrita porque “a escola ensina a escrever sem ensinar o que é escrever” 
(CAGLIARI, 2009a, p.83). Há que se priorizar o “currículo local” em que se prioriza a 
experiência cultural da criança. Deve-se provocar reflexão sobre a linguagem fugindo-se de 
atividades mecânicas que não ajudam ao aluno, apoiando-se numa reeducação sociolinguística 
que valoriza a diversidade linguística e a variedade do português de Moçambique, pois segundo 
Bagno (2008) “nada na língua é por acaso.”



e-ISSN 1982-5935
Unioeste - Universidade Estadual do Oeste do Paraná 
Campus de Cascavel
Programa de Pós-Graduação em Letras

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Fotos com colegas no Brasil

Grupo de Estudos da Sociolinguística da UNESP

Professoras da UFG-Catalão

Com Prof. Carlos Alberto

Com Prof. Gregory Guy

Com Profa.Maria Aparecida Isquerdo

Com Prof.Marcos Bagno

com Profa. Vanderci Aguilera

Com Profs.Marcos Bagno e Xoan Lagares

Profa.Suzanne Romaine

com Prof. Louis-Jean Calvet

Com prfas Ezra e Jenni Turazza

Com profs. Margarida Petter e Ezra 

Com prfas. Nelly Cravalho, Gladis Barcellos e Almeida

Com profa.Sabrina

Com Profs.Niguelme, Sabrina Balsalobre e Flávia





Com profa. Stella Bortoni-Ricardo

Com Profs. Salah e Abdellah

Com profs.Letícia Ponzo, Dante Lucchesi e Baxter