sábado, 17 de junho de 2017

A terminologia do futebol em Moçambique: o caso dos neologismos na aula de língua portuguesa do ensino médio


A pesquisa preenche uma lacuna metodológica no ensino do português no ensino médio em Moçambique. Questiona-se quais as metodologias possíveis para o ensino de neologismos em sala de aula. A pesquisa visa conhecer as metodologias usadas na pesquisa de neologismos no ensino médio em Moçambique. Especificamente, visa identificar os neologismos do futebol no Jornal Notícias; analisar os manuais de português em uso e explicar os métodos de trabalho com neologismos. Da pesquisa se concluiu que há preconceito com relação aos neologismos, por isso que os programas de ensino e os professores não discutem este tema. Concluiu-se que há necessidade de adoção de novos paradigmas metodológicos para a exploração destes conteúdos no ensino médio. Isto passa pela realização de atividades práticas que permitam a introdução de conceitos bem como a sua exploração em sala de aula. Esta consciência lexical permitirá que o aluno discuta e realize um trabalho aprofundado rumo à criação de um dicionário geral de moçambicanismos.


sexta-feira, 26 de maio de 2017

Relatório de avaliação do ensino primário e secundário em Moçambique

A melhoria da qualidade do ensino primário pode ser analisada em termos dos meios e processos usados e de resultados conseguidos pelos alunos: resultados nos percursos seguidos (eficiência interna), nas aprendizagens realizadas (eficácia) e na posterior inserção escolar e social (eficiência externa). No PEEC estavam previstas medidas de melhoria dos meios e processos de ensino com vista a promover a melhoria dos resultados da aprendizagem. Também na melhoria da qualidade, e não só na expansão acesso, tem sentido examinar a questão da equidade geográfica e de género, como aliás o PEEC previa. 

Expansão dos equipamentos e recursos adequados às questões de género. A expansão da rede escolar consistiu num objectivo transversal ao PEEC. Com ela, pretendia-se um aumento generalizado da oferta de ensino a todos os níveis, ao mesmo tempo que se atendia à redução das distâncias entre a comunidade e a escola, penalizadoras em particular do acesso e retenção de raparigas no sistema de ensino. De forma a acompanhar esta preocupação, o aumento da % de EPC visava garantir uma mesma acessibilidade a todos os ciclos do ensino básico. No período de 2006 a 2010 o número de EPC aumentou mais de 97% e em 2010 representava 29% das escolas primárias públicas. 

O Plano Estratégico da Educação e Cultura (PEEC 2006 – 2011), aprovado pelo Conselho de Ministros, proporciona uma visão global sobre o sector da educação e traça um claro roteiro para a universalização do Ensino Primário (EP), rumo ao alcance dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, como também, reconhece a necessidade de planificação e desenvolvimento da educação pós-primária. Dando seguimento aos objectivos do PEEC, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) desencadeou, em 2007, um processo de revisão da estratégia do Ensino Secundário Geral (ESG), aprovada em 2001.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Revista Lingua e Literatura

MARCAS DA IDENTIDADE CULTURAL E LINGUISTICA MOÇAMBICANAS NO FILME VIRGEM MARGARIDA, DE LICÍNIO AZEVEDO

Resumo


A pesquisa analisa aspetos da identidade cultural em contexto moçambicano, país africano com diversidade linguística e multicultural. Assim, questionaram-se as marcas linguísticas, culturais e históricas no filme. Avançaram-se as hipóteses de que o filme levanta questões de identidade sociocultural; aponta as marcas do português de Moçambique e a tradição vs cultura que é diferente dos outros países. O objetivo foi de analisar como o filme carrega marcas linguísticas e culturais dos locais. A pesquisa utilizou o filme “Virgem Margarida”, de Azevedo (2012). Concluiu-se que as políticas pós-coloniais prejudicaram a cultura e as identidades havendo necessidade de uma reflexão sobre as políticas públicas que podem ser adotadas para uma formação dos jovens. Os jovens querem oportunidades, querem progredir apoiados por boas políticas públicas. A cultura é tão sensível quanto a língua. Ambas devem se respeitadas por toda a comunidade incluindo os políticos.