domingo, 17 de março de 2019

Negação e Concordância Negativa: A visão dos crioulos



Negação e Concordância Negativa: A visão dos crioulos
Organizadoras do Livro:
 (CNRS L2C2, Universidade Rutgers)
 (Universidade de Kentucky, Laboratoire de Linguistique Formelle, UMR 7110)

Embora universalmente presente nas línguas, é bem conhecido que a negação manifesta uma surpreendente diversidade linguística cruzada de formas. Nas línguas crioulas, no entanto, a negação e as dependências negativas foram consideradas como largamente uniformes. Línguas crioulas como afirma Bickerton em Raízes da Linguagem, geralmente exibem concordância negativa, uma construção popularmente apelidada de 'dupla negação', onde várias expressões, cada uma negativa por si só, se juntam a uma interpretação de negação única que desafia a lógica. Embora essa construção - problemática para a composicionalidade, se o significado das sentenças emerge do significado de suas partes - tenha estimulado muitas pesquisas, o terreno de dados férteis que as línguas crioulas oferecem para seu entendimento raramente é levado em conta. Com o objetivo de colmatar esta lacuna, este livro oferece uma riqueza de investigações empíricas teoricamente informadas de relações negativas em uma ampla variedade de línguas crioulas. Descobrindo uma paisagem negativa muito mais complexa do que se supunha anteriormente, o livro revela a riqueza desafiadora que um estudo comparativo completo dos crioulos oferece.

sábado, 9 de março de 2019

HISTÓRIA DE ÁFRICA EM 8 VOLUMES


Publicada em oito volumes, a coleção História Geral da África está agora também disponível em português. A edição completa da coleção já foi publicada em árabe, inglês e francês; e sua versão condensada está editada em inglês, francês e em várias outras línguas, incluindo hausa, peul e swahili. Um dos projetos editoriais mais importantes da UNESCO nos últimos trinta anos, a coleção História Geral da África é um grande marco no processo de reconhecimento do patrimônio cultural da África, pois ela permite compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outras civilizações a partir de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida de dentro do continente. A coleção foi produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos.

Brasília: UNESCO, Secad/MEC, UFSCar, 2010.

segunda-feira, 4 de março de 2019

LEIS DE BASE DO SISTEMA EDUCACIONAL ANGOLANO






A educação em Angola tem atravessado momentos pautados por avanços e retrocessos de política educativa que condicionaram sua evolução positiva bem como sua afirmação no cenário internacional e até mesmo regional. Pretendemos assim, por meio de pesquisa bibliográfica e consulta de arquivos, analisar esse percurso, realçando as medidas mais emblemáticas, com especial ênfase ao período de intensificação da política colonial portuguesa, o período pós-independência, e terminando com o período de consolidação da paz. Esta análise extensiva permite-nos entender por que o sistema educativo daquele país enfrenta ainda diversas dificuldades que limitam não só seu desempenho, mas, sobretudo, sua valorização.




domingo, 24 de fevereiro de 2019

Ebook Filosofia, Política, Educação, Direito e Sociedade


Para citar: TIMBANE, Alexandre Antonio; QUIRAQUE, Zacarias Alberto Sozinho. Língua ou línguas portuguesas? a variação linguística e ensino nos países lusófonos. in: MONTEIRO, Solange Aparecida de Souza. (Org.). Filosofia, Política, Educação, Direito e Sociedade. v.6.Ponta Grossa: Atena, 2019. p.230-250.

Imagem: Global Voices




A CULTURA MOÇAMBICANA CAMUFLADA EM “O FIO DAS MISSANGAS” DE MIA COUTO


Capitulo II: A CULTURA MOÇAMBICANA CAMUFLADA EM “O FIO DAS MISSANGAS” DE MIA COUTO p.20 -38

Veja neste capitulo a diferença entre a literatura e a oratura e saiba que "...a força da oratura nas etnias africanas é visível, é de prestígio e há tendências de preservar e garantir a sua continuidade. À volta da fogueira é o lugar de aprendizagem e de aquisição de conhecimentos da vida para crianças, adolescentes e jovens." p.25  

Foto:Olhares.com

sábado, 23 de fevereiro de 2019

A EDUCAÇÃO EM SAO TOME E PRINCIPE



"Do início dos anos 90 à actualidade o sistema educativo estruturou-se, pelo menos em termos teóricos, de duas formas diferentes. Durante toda a década de 90 e nos primeiros anos deste século esteve estruturado de acordo com o Decreto-lei nº53/88 nos níveis constantes do quadro Q.1, só sendo obrigatórias as primeiras quatro classes. A partir de 2003, com a publicação da Lei nº2/2003, o sistema procurou expandir a escolaridade obrigatória para 6 anos. Apesar de uma estrutura diferente (Q.2.) não parece ter havido diferenças significativas em termos de aquisição de competências nem no acesso à 12ª classe."

O Plano Nacional é bastante descritivo e estrutura-se em 3 partes fundamentais (Parte I: O contexto e a metodologia; Parte II: Descrição detalhada do Plano em função dos 6 objectivos da EPT; Parte III: Coordenação execução e avaliação do PNA-EPT). 

"A primeira grande conclusão é que o problema de “fuga de quadros” está intimamente relacionado com a fraca oportunidade de inserção profissional dos jovens qualificados em STP. A preponderância do emprego público, a elevada taxa de desemprego, os baixos salários auferidos e a instabilidade laboral, associada á instabilidade política e o facciosismo político dos postos de trabalho são fatores que podem explicar essa baixa perspetiva de inserção profissional, favoráveis ao não retorno dos licenciados ao seu país, mesmo após o término da formação. Face a esta situação esses jovens, apesar de terem intenções de regressar a STP, vão permanecendo no estrangeiro e adiando consequentemente o retorno para país natal." (ESPIRITO SANTO, 2014)

MINISTERIO DA EDUCAÇAO DE SÃO TOMÉ E PRINCIPE
Foto: MESTP